| Item type | Location | Collection | Call Number | Status | Date Due |
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| Registo vídeo | Mediateca da Universidade Lusíada de Lisboa | Dissertações e Teses Lusíada | NA2500.C43 1998-84519 (Browse Shelf) | Empréstimo local |
Composição do júri: Prof. Doutor António Jorge da Motta Veiga (Presidente); Prof. Doutor Arqto. Nuno Santos Pinheiro (Coordenador do Mestrado); Professora Doutora Arqta. Maria Dulce Loução (Orientadora); Professor Doutor Arqto. Rui Duarte (Arguente); Prof. Arqto. Victor Consiglieri
Exame público de mestrado em Teoria da Arquitectura, apresentada em 1998, Universidade Lusíada de Lisboa
Preconizado o entendimento dos pressupostos da sucessão da Sociedade Industrial à Sociedade da Informação, a transição ocorre no pensamento e formação da Arquitectura, na aceitação cosmogénica do Pluralismo das novas Linguagens. O reconhecimento da entropia e do acaso, do indeterminismo e da irreversibilidade, da geometria topológica e dos sistemas fractais (reconhecidos 70 anos antes, mas inaceitáveis pelo determinismo), são a matéria primeva das formas emergentes, no seu Flexiexistencialismo para com as exigências da Arquitectura na Sociedade de Informação.
O fracasso da expressão do Modernismo Tardio e do High-Tech, comprometidos com o arcaismo de sociedades em transição, manifesta-se a impossibilidade da adequação dos seus principios rígidos academistas e económicos à sociedade da Pós-Modernidade preconizada por Baudrillard, bem como a emanação da busca incessante da Desconstrução, também praticada por Derrida, e numa atitude Lyotardiana de recusa de submissão às línguagens ideológicas. O fim da história do império do ferro, surge na realidade Flexiexistencialista, que, pelo Pluralismo, produz informação e conhecimento.
Na emergência de poderosas instituições da Sociedade de Informação, exigirem a constituição de uma nova expressão oficial a partir de todas as possibilidades do Pluralismo - Desconstrução, Fragmentação, Pós-Construtivismo, Platicismo e outros - pode permitir-se a reflexão e a especulação sobre as premissas e princípios activos que potencializaram este estádio da Arquitectura de certeza na incerteza. A análise da produção de um dos seus principais mentores, Frank Gehry, permite também o pressuposto do reconhecimento do Flexiexistencialismo como a estratégia válida de acção da Arquitectura na Sociedade de Informação. (Mário João Alves Chaves)
Resumo:
A ruptura assumida do Modernismo para com o Academismo e Ecletismo das Beaux-Arts pelas vanguardas, apoiou-se na acção e demonstração do reconhecimento da realidade quântica que, contrária ao determinismo e estética de todos os -ismos da Modernidade, não podia legitimar a produção artística corrente.
As ideologias emergentes do capitalismo e do socialismo, foram consequentes à probabilidade de desagregação, pelo indeterminismo, da ordem perpétua de Progresso, obrigando a linguagem Modernista e o Abstracionismo a assumirem-se como expressão oficial dos poderes instituídos. O arranha-céus foi uma forma expoente, afirmação poderosa da indústria e ideologia, apoiada no Estruturalismo e no Positivismo.
A demonstração científica do modelo da Linguagem Modernista ao conceito de Progresso, nomeadamente por Bruno Zévi, preconizou a criação de uma imagem simbólica, nomeada que foi de modelos adequados a conteúdos programáticos, exigentes de forma e função. Perpetuando-se a tratadistica da linguagem última do estilo que inicialmente se recusou a ser, a linguagem Modernista foi a Babel que, consequênciou o Pluralismo da Sociedade de Informação.
O Pós-Modernismo, que soube aproveitar os sistemas estruturais da Linguagem Modernista, preencheu a carência da exuberância figurativa ausente das formas arquitectónicas, recorrendo a imagens de tradição historicista codificada, num mundo igualitário e normalizado, por uma perda de confiança na ideia de Progresso e no desgosto no Zeigeist. Num misto de complacência demagógica para com a derrocada das ideologias, aproveitou a integração definitiva da cultura de consumo preconzada pela Art-Pop na cultura arquitectónicas. Mas veio apenas a constituir-se como a última das variantes da linguagem Modernista ao representar a ruptura com a crença nas verdades universais.
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