| Item type | Location | Collection | Call Number | Status | Date Due |
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| Tese/dissertação | Mediateca da Universidade Lusíada de Lisboa | Dissertações e Teses Lusíada | DT107.87.R63 2014-262225 (Browse Shelf) | Empréstimo local |
Exame público realizado em 28 de Janeiro de 2015
Composição do júri:
- Prof. Doutor Carlos César Lima da Silva Motta (Presidente);
- Prof. Doutor José Francisco Lynce Zagalo Pavia (Orientador);
- Prof. Doutor Eduardo Maria Costa Dias Martins (Arguente);
- Prof. Doutor Luís Eduardo Marquês Saraiva (Vogal).
Contém bibliografia, p. 133-146
Sumário:
1. Introdução, p. 17
2. Surpresa e dificuldade, p. 19
3. As origens da revolta e os dias que isolaram Moubarak, p. 27
4. Da revolta às eleições, p. 49
5. Eleições legislativas e presidenciais, p. 57
6. Todo o poder político nas mãos da Irmandade Muçulmana, p. 91
7. Queda da Irmandade Muçulmana, p. 107
8. Conclusão, p. 125
Dissertação de mestrado em Relações Internacionais, Universidade Lusíada de Lisboa, 2014
Resumo:
As revoltas nos países árabes fizeram cair alguns ditadores, assustaram outros e provocaram guerras sangrentas. Foram sobretudo revoltas em nome da liberdade, dignidade e justiça social, direitos negados durante décadas de poder pós-colonial.
Mas nestes países árabes o Islão tem uma centralidade que raramente é entendida no chamado Ocidente. Em concreto, no Egipto, essa centralidade encontrava expressão maior na mais antiga força de oposição que resistiu ao colonizador europeu e aos sucessivos militares que ocuparam a presidência da república: a Irmandade Muçulmana.
Aberta a porta da liberdade com a queda de Hosni Moubarak, a Irmandade venceu todas as eleições e todas as batalhas políticas decididas pela força do voto. Sempre olhada com receio pelo Ocidente, nomeadamente por Estados Unidos e Israel devido à posição geoestratégica do Egipto, a Irmandade não conseguiu dar resposta às necessidades de um país fortemente marcado pela pobreza e pelo desemprego e por anos de instabilidade política que fizeram cair a economia. A Irmandade, sem qualquer experiência governativa, também não soube ser inclusiva em relação a outras forças políticas. O receio de uma caminhada para o islamismo fez o resto.
No final, depois de milhares de mortos e de centenas de pessoas condenadas à morte, tudo parece ter voltado ao passado. Os militares continuam a determinar o futuro do Egipto, a Irmandade Muçulmana foi ilegalizada e considerada "organização terrorista". (José Manuel Rosendo Rodrigues)
Abstract:
The uprisings in Arab countries did drop some dictators, scared others and still caused prolonged and bloody wars. Were particularly revolts for freedom, dignity and social justice, denied for decades of post-colonial political power. But in these Arab countries Islam has a centrality that is seldom understood in the so-called West. Specifically, in Egypt, the centrality of this it is the oldest opposition force that resisted the european colonizer and the successive military who occupied the presidency: the Muslim Brotherhood.
With the fall of Hosni Mubarak and the freedom door open, the Brotherhood won all elections and all political battles decided by the strength of the vote. Always regarded with fear by the West, particularly by the United States and Israel due to the geostrategic position of Egypt, the Brotherhood failed to meet the needs of a country strongly marked by poverty and unemployment and years of political instability that brought down the economy. The Brotherhood, with no experience in government, neither knew how to be inclusive in relation to other political forces. Fears of a hike to Islam did the rest.
In the end, after thousands of deaths and hundreds of people sentenced to death, everything seems to have returned to the past. The military continues to determine the future of Egypt, the Muslim Brotherhood was outlawed and considered a "terrorist organization." (José Manuel Rosendo Rodrigues)
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