| Item type | Location | Call Number | Status | Date Due |
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| Tese/dissertação | Mediateca da Universidade Lusíada de Lisboa | GV721.3.C67 2012-260345 (Browse Shelf) | Empréstimo local |
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Contém bibliografia, p. 408-414
Summary:
0. Introdução, p. 3
1. Estado da arte, p. 145
2. Objectivos da investigação, p. 46
3. Metodologia, p. 49
4. Amadorismo/profissionalismo, p. 57
5. Comercialismo, p. 107
6. Desenvolvimento humano, p. 208
7. Política, p. 318
8. Conclusões finais, p. 402
Tese de doutoramento em Motricidade Humana, Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa, 2012
Resumo:
O Movimento Olímpico internacional (MO) integra as mais diversas instituições ligadas ao desporto e tem o seu momento de maior prestígio quando, de quatro em quatro anos, reúne os melhores atletas do mundo no maior festival desportivo à escala do Planeta que são os Jogos Olímpicos (JO). O Olimpismo, que é o quadro ideológico que sustenta o MO, visa promover uma cultura de competição nobre e leal que, tal como no passado, seja promotora de desenvolvimento e progresso seguindo os princípios da igualdade. O Olimpismo preconiza o acesso de todos à prática competitiva seguindo a máxima de Coubertin que diz que mais importante do que vencer é participar. Além disso, o Olimpismo segue o princípio da equidade ao estabelecer condições para que as pessoas possam desenvolver as suas qualidades de excelência. Nesta conformidade, o presente estudo tem por objetivo identificar quais foram as grandes linhas ideológicas de orientação estratégica do Comité Olímpico Internacional (COI) no período que decorreu entre os JO de Atenas (1896) e os de Pequim (2008). Trata-se de uma análise de conteúdo documental seguindo a metodologia de pesquisa qualitativa na perspectiva sócio-histórica. Os documentos analisados foram as Atas das Sessões do COI realizadas entre 1894 e 2008, tendo sido analisadas 9.111 páginas de 119 atas. A investigação teve como resultado a identificação de quatro grandes linhas ideológicas de orientação estratégica do COI, que foram: 1) o amadorismo / profissionalismo; 2) o comercialismo; 3) o desenvolvimento humano; e 4) a política. O amadorismo / profissionalismo, tendo em consideração os primeiros tempos do MO; o controlo dos atletas; a importância da evolução da definição de amador; e a influência de diferentes modalidades para o fim do amadorismo e início do profissionalismo nos JO. O comercialismo considerando os seus antecedentes; a nova linha estratégica adotada por Samaranch ao dizer “yes to commercialization”; a importância do programa TOP como maior programa de marketing mundial; e as questões ligadas à “era do marketing”. O desenvolvimento humano assumindo o gigantismo dos JO como positivo ao desenvolvimento do MO; a importância do respeito aos Direitos Humanos; às questões relativas ao meio ambiente; e o “soft power” como uma adequada posição político-ideológica. Por fim, a política, tendo em atenção a dimensão política do MO; o nacionalismo e os boicotes. Os resultados indicam que, para o adequado desenvolvimento do MO, a linha ideológica de orientação estratégica do amadorismo tinha que ser abandonada e o profissionalismo assumido como uma estratégia inevitável, já que para se ter os melhores eventos desportivos é necessário que se tenha os melhores atletas e estes são os profissionais. Quanto ao comercialismo, esta foi uma importante linha ideológica de orientação estratégica do COI enquanto instrumento de gestão, no sentido de obter receitas para o desenvolvimento do desporto à escala mundial. O desenvolvimento humano, surge neste contexto, como uma linha ideológica de orientação estratégica que através do “soft power” tratou de importantes questões, como o crescimento dos JO sendo parte de um processo natural para o desenvolvimento do desporto e, consequentemente, para o desenvolvimento humano; e o respeito aos direitos humanos e à preservação ambiental como condição indispensável ao desenvolvimento sustentável do MO. A linha ideológica de orientação política e estratégica, mesmo tendo sido evitada por muitos anos, foi de fundamental importância para projetar o COI rumo ao futuro. Por fim, concluímos que o Olimpismo deve ser considerado como um catalisador de mudanças e de grandes transformações sociais ao serviço do desenvolvimento humano através da estratégia político-ideológica do “soft power”. (Alcides Vieira Costa)
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